terça-feira, 31 de março de 2020

FLOR SOLITÁRIA




A beleza é real, sútil, leve, de um róseo matizado encantador. Em cada delgado fio um projeto de vida, de perpetuação. O ambiente algo hostil presta-se a enaltecer-lhe o esplendor. A solidão é aparente. Abelhas pequeninas e delicadas pousam aí nessas pequenas protuberâncias nas pontas dos fios coloridos que a compõem. Borboletinhas minúsculas tocam levemente probóscides quase microscópicas nas pontinhas destas hastes e sugam invisíveis gotículas de um néctar angelical e doce. E as joaninhas brilhantes, multicoloridas, salpicadas de pontinhos; lindas, elegantes, delicadas e gentis vem visitar e transitam desenvoltas por todos os espaços que participam do conjunto que a formam. É essa a flor de aparência tão frágil, tão fugidia, que encanta mais pela escassez da matéria que contém, mas capaz de cores, de formas e até de perfume se alguém muito sutilmente se curvar e, próximo, muito próximo, mas sem a tocar, aspirar cerrando os olhos, 

ARANHA E O ESCORPIÃO

Histórias Possíveis

A grande aventura e a grande emoção, muitas vezes se confundem. Pode acontecer nos mais variados ambientes. A movimentação pode ser intensa, moderada ou discretíssima. Sim, é isso mesmo, pode ser quase estática. Não inerte; já que vivemos a bordo de uma imensa nave que se desloca pela imensidão; e, no universo, tudo se move.
Quando no microscópio quieto e mudo, Pasteur observava uma lâmina de tartarato cristalizado, notou de repente que havia ali dois tipos diferentes de cristais, parecidíssimos, quase iguais, mas que eram, na verdade, imagens no espelho uns dos outros. Preparado como era, conseguiu deduzir que estava diante de cristais que se separados, poderiam apresentar muitas propriedades que ainda mais os diferenciariam. E foi o que acabou provando. Uns tinham a capacidade de desviar a luz polarizada para a direita e outros, para a esquerda. Quieto, sentado, atento viveu ali um de suas mais emocionantes aventuras. Chamou-os: dextrógiros, levógiros e à mistura, racemato. Testes com diluições de uns e de outros, levou-o a perceber que as propriedades se mantinham, daí concluiu que eram propriedades das moléculas do tartarato – viveu ali, sua primeira grande aventura no mundo científico, à qual muitas outras se seguiriam.
De outra feita, uma aranha estava para ser apanhada por um escorpião e lançava um tênue fio na esperança de que o vento o levasse e o ancorasse numa janela do outro lado do beco. O escorpião, convicto de que venceria e garantiria o seu almoço; aproximava-se lenta e terrivelmente, com as tenazes prontas para segurá-la e o ferrão aguçado, alto, ameaçador, apenas aguardando rápidas mensagens nervosas para o ato final.
A aranhazinha, coitada, tremia, se apegava com Deus e os anjos protetores das aracnídeas (já que aracnídeo, o escorpião também o é), numa oração assim: Senhor, dai de comer aquém tem fome, mas não me dês que sou nova e queria experimentar um pouco mais a vida. Dai sorte a quem dela precisa – e eu preciso tanto...
Oh, Senhor! Tirai esse escorpiãozão aí da minha frente, se não, eu estou perdida. Se quereis um milagre mais leve, mandai um ventinho favorável para que meu fio alcance a janela.
Orava contrita, elevando as duas patas dianteiras juntas e volvendo misericordioso olhar aos céus.
E, nada de vento, nem ventinho. Calmaria total; maior que as das costas da África que, no afã de evita-las, fizeram Cabral aportar por aqui.
Só dava escorpiãozão andando, ameaçador.
Senhor, continuava a aranhazinha, se não for possível ancorar meu fio ao longe, nem mandar um ventinho a tempo, nem tirar esse monstro pré-histórico daí, Senhor: Aplacai-lhe a forme para que desista, paralizai-o para que eu fuja, enfartai-lhe o coração, acidentai-lhe o cérebro, amputai-lhe o ferrão...
Senhor, eu quero viver!
Tenazes em riste, corpo reto, pernas dobradas para fora achatando o corpo contra o solo que lhes servia de palco; cauda curvada para cima... Terrível... terribilíssimo se visto da posição dela.
Oh Senhor, prestai bem atenção nele Senhor... Ele está gordão e barrigudo e, acho que nem tem muita fome. Senhor, esse camarada vai me comer só de gulodice!...
E o escorpião sempre vindo... vindo.
E a aranhazinha recuando, orando, oferecendo novas ideias a Deus e prestando a maior atenção do mundo a cada passo, cada gesto, cada movimento do inimigo, sem se distrair do cenário em volta que é de onde ela mais esperava um socorro.
Perto, muito perto, quando já quase poderia alcançá-la o escorpião parou um instante; talvez para um último estudo; uma última avaliação; para certificar-se se a vítima compensava o esforço de uma luta que seria provavelmente rápida, mas consumiria energia e doses de veneno que poderiam fazer falta para um outro embate ocasional qualquer.
Seja pelos motivos atrás, ou porque aquela aranha de mãos postas e a conversar com o céu, se comportava de maneira tão estranha; o fato é que houve um titubeio, uma hesitação.
Quando não havia mais o que fazer, nem mais tempo para rezas ou novas sugestões, uma leve viração soprou e levou, mansamente a navegar pelos ares até ancorar-se em ponto seguro, o fio da aranha, a qual pulou rápido, encolhendo as pernas de medo de ser alcançada.
E teve toda a razão para se encolher a aranhazinha, visto que o escorpião, inconformado com a providência Divina, ainda tentou de todas as formas alcançar a quase vítima. Esticou-se todo, manobrou pernas, tenazes, cauda assassina e postou-se à beira do parapeito onde se encontrava, de maneira a segurar-se nas pontinhas das unhas e com o gancho-ferrão, último segmento da cauda, tentar pescar o fio e com ele a apavorada aranha.
Mas qual, adivinhando-lhe a intenção, a frágil aranhazinha recomeu ou enrolou (não sei bem, já não ando lá essas coisas das vistas) um bocado do fio e já começou a alegrar-se e a pensar em como iria contar tudo aquilo nas rodas de aranhas. Pensando já saboreava a admiração, os tapinhas nas costas e a inveja de muita gente, digo, de muito bicho.
É bem verdade que poderiam acusa-la de não ter tido ação nenhuma na aventura, ao que retrucaria dizendo: E quem foi que lançou o fiozinho para a ação Divina, quem foi que ficou firme esperando, observando e, na hora precisa saltou?...
Foi ela, que teve medo mas teve coragem também, e teve fé, sangue frio e argumentos para convencer o Senhor a modificar o final de um ato que já estava escrito, conforme ela pensava.
Por tudo isso sobreviveu a uma grande aventura.
Fim Rilmar (1985?)
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1 DE SETEMBRO

NOITES INSÓLITAS


   
Noites são escuridões sem fim, impregnadas de entes de todas aparências e densidades.
 A noite com seus seres nos cerca e envolve.
Está em todos os lugares com suspenses e medos.
Uma fonte de luz a afasta um pouco, mas sempre que olhamos lá fora a vemos a nos cercar.
São piores as madrugadas com seu silêncio e solidão. - - - - -
 Infinitamente mais tenso, pleno de suspense e sujeito a qualquer momento à surpresa do imprevisível; um imprevisível estatisticamente possível, mas incerto na imensidão do tempo. Aí estamos falando da noite num plantão de hospital.
Então falamos de dentro das almas desses seres humanos, acordados dentro da noite, vigilantes, atentos, executando as mais variadas funções, porém com corações batendo sossegados sem a sofreguidão dos estresses extremos.
Entanto, o telefone, ora mudo, espreita atento. Também há leitos de pacientes instáveis com seus órgãos no limiar das capacidades, da inteireza. Há também os mantidos melindrosamente no limite da vida por grande número de medicamentos com seus efeitos positivos e sua soma espantosa de efeitos colaterais.
 E monitores. E tubos. Acessos. Oxigênio, e cuidados.
Os monitores vigiam sinais. Nós vigiamos os monitores. A madrugada nos espreita.
De repente alguém emite um tom de voz que alarma todo mundo. Ecoa um alerta. Chama o médico, a enfermagem, soa barulho de carrinho se deslocando, de vozes apressadas, de ordens a princípio um pouco descoordenadas, mas que rapidamente se organizam e vão se transformando em ações. Ações que geram ações. O sucesso ou o insucesso gera a ação seguinte. Há um plano. Existe um ritual. Mas, o imponderável ronda.
A lista imensa do que já foi feito limita o rol do que se tem para fazer. Uma vida se esvai. Não nos conformamos. A mente busca soluções, repassa desesperadamente conceitos, práticas, conhecimentos. são tantas as ações demandadas que, num certo momento nos sentimos poucos. O mesmo telefone que era ameaça agora serve para buscar ajuda. Buscar ajuda faz parte dos protocolos. Especialização ou mais experiência, ou possibilidade de revezamentos para que não cheguemos à exaustão. Ação... drogas... conseguimos entubar? Graças a Deus, está no respirador.
Há uma efervescência intensa e longa permeada de sinais que ora nos anima e exulta, ora nos desespera e desanima. Luta, luta desesperada e de entrega total. Nada pode nos fazer parar. Só o êxito final nos permite sentar e respirar enxugando o suor e recompondo a palidez da face e o tremor das mãos exaustas das compressões de tórax, do manuseio do ambu, das manobras feitas no resgate da respiração. Também o cérebro que fervilhou a mil por hora tentando entender e agir e mudar rapidamente ações e raciocínios, tomando decisões; também este se permite instantes de lassidão e breve repouso. Não havendo êxito, há a derrota, o inconformismo, a sensação amarga de que tudo o que sabemos é tão pouco que ou Deus nos empurra e nos faz fazer ou nossa luta é inglória muitas e muitas vezes.
Depois, relatar tudo o que foi feito, o tempo, a hora, as sequências, os porquês.
Constatar o óbito...
Preencher o atestado de óbito com uma infinidade de informações e com o peso de que aquele é um documento preenchido e guardado sob os rigores da lei. Tudo feito, tomado pela exaustão e dominado pelo esgotamento mental e emocional.
Finalmente comunicar aos familiares desesperados e até com expressões de revolta nas faces. Ainda que a morte seja o desfecho de uma arrastada doença crônica.
Por fim à noite definha com as primeiras claridades no céu. Ainda resta um trajeto a ser percorrido até a cama em nossas casas, um isolamento e silêncio no quarto onde até os pensamentos são silenciados para que não se fique remoendo coisas que necessitam ficar lá no hospital.
 Muitas vezes não conseguimos isso.
Noites são escuridão eivada de seres e mistérios. Mas muitas são acolhedoras, suaves, amorosas e propícias ao aconchego e aos zzzzzzz💤. ---------------------- rilmar   - 2019



Cuidados Paliativos - À Beira do Leito

                                       
Moleza imensa, quase inércia, tomando conta de mim. 
Talvez o último repouso no leito derradeiro. 
Dormir, dormir e, de repente, acordar lúcido; se não totalmente aceso, ao menos com uma lucidez morna de quem percebe, ouve, fala, mas convalesce pela astenia e sonolência. Até com um certo humor e querendo vida. Pode ser que se dissesse que isso não seja vida. 
Mas, vida é o que não é morte. 
Morte é o nada, incerteza, a escuridão tão profunda que até o pensamento mergulha na negritude desse nada.
Morte é um abismo sem fundo e sem volta. 
É um cair incessante sem vento no rosto, sem luz, sem esperança alguma; de solidão nunca sentida. 
No mergulho da morte não há mão estendida, não há ontem, nem agora, nem tempo algum. 
Não há amparo nem destino, nem lugar onde chegar.  
Morte é uma findar contínuo e para sempre.
Não é um final puntiforme. 
É um buraco negro que nos engole para nunca mais escaparmos. 
A morte é um findar sem fim. 
É um fim que não se escreve com três letras apenas; é um infinito e interminável fim.
A morte apavora, não por causa de meu medo, mas pelo pavor que encerra em si mesma.
Não me olhem assim os, que a beira de meu leito, suportam essa arrastada despedida.
Como se eu não percebesse seu sofrer.
Quero vida porque é a minha única certeza. 
A vida que quero não afeta ninguém. 
Não pretendo amealhar pedacinhos de vida de ninguém. Quero apenas a vida que já é minha, que o Senhor já me concedeu. Deixando, eu de vivê-la, a ninguém tocará qualquer porção do que me resta viver. Nenhum pedacinho de minha vida será acrescido a qualquer outra vida. 
Por exígua que seja, enquanto através dela eu me perceber, eu a quero em mim.
Quero um viver simplesinho, quase imperceptível, de modo a não incomodar. 
Beber água doce tão aos pouquinhos que não diminua em nada o manancial do mundo, respirar o ar tão parcimoniosamente que bastem as roseiras de meu jardim para purificar e devolver á atmosfera o tanto que respirei; comer pouco e vagarosamente o que me toca. 
Quero ter vida apenas o suficiente para perceber o viver os sorrisos, as expressões das faces, as pessoas, as coisas. O mundo ao meu redor, os barulhos das gentes, das coisas, dos seres da natureza.
A vida é um conjunto imenso de sinais de vida.
Sorrisos, choros, vozes, tosses, espirros, suspiros, cantos de pássaros, barulhos caseiros como de um prato que cai e se parte em pedaços, de gente chegando da rua, de um cão que ladra, um gato que mia, uma criança chamando a mãe, uma porta que bate, uma música no rádio; alguém contando segredo sussurrando. 
Uma nesga de luz que entra numa fresta de janela. 
A vida é uma riqueza infinita de pormenores cuja energia nos é propiciada gratuitamente pelo universo através do sol.  
Porém, para que se sinta a vida, nossa única certeza, é preciso ter vida dentro de si. Ainda que seja só um tantinho de vida. 
Uma sobrevivência lúcida. 
Um fulgor. 
Um brilho no olhar. 
Um restinho de capacidade de sentir a vida.
Desejo ainda continuar sentindo a bondade humana, o amor das pessoas que amo, o afeto que me cerca. 
Quero, no último lampejo de meu derradeiro olhar, na última lucidez de minha mente, perceber amor e complacência carinhosa de quem espero amor e ternura; das pessoas que eu amo.
No entanto, 
Quando não houver mais lucidez em mim; quando só artifícios humanos estiverem me mantendo, talvez a sobrevivência já não seja vida e, se for irreversível é porque a vida já me abandona,  a imensidão secreta e sombria da morte já se assenhora de mim e minha derradeira esperança estará na existência desse Criador Incriado: Deus!...
Então, como um grande ato de amor de todos nós, deixem que eu vá. 
Se não houver mais nenhuma lucidez em mim, não terei como anuir. 
Decidam por mim, mas me amem até o fim.
Com as bênçãos de Deus.
Rilmar     -       03/3/2020




sexta-feira, 27 de março de 2020

Não Sois Deuses - Homens é que Sois

 Cuidados Paliativos                                                                                                              
               
                     
   Há uma moleza imensa, quase inércia, tomando conta de mim. Talvez seja o último repouso, no leito derradeiro.
Dormir, dormir e, de repente, acordar lúcido; se não totalmente aceso, ao menos com uma lucidez morna de quem percebe, ouve, fala, mas convalesce pela astenia e sonolência. 
Até com um certo humor e querendo vida. 
Pode ser que se dissesse que isso não seja vida. 
Mas, vida é o que não é morte. 
Morte é o nada, incerteza, a escuridão tão profunda que até o pensamento mergulhe na negritude desse nada.
Morte é um abismo sem fundo e sem volta. 
É um cair incessante sem vento no rosto, sem luz, sem esperança alguma; de solidão nunca sentida. 
No mergulho da morte não há mão estendida, não há ontem, nem agora, nem tempo algum. Não há amparo nem destino, nem lugar onde chegar. 
Não é um final puntiforme. 
Morte é uma findar contínuo e para sempre. 
É um buraco negro que nos engole para nunca mais escaparmos. 
A morte é um findar sem fim. 
É um fim que não se escreve com três letras apenas; é um infinito e interminável fim.
A morte apavora, não por causa de meu medo, mas pelo pavor que encerra em si mesma.
Não me olhem assim os, que a beira de meu leito, suportam essa arrastada despedida.
Como se eu não percebesse seu sofrer.
Quero vida porque é a minha única certeza. 
A vida que quero não afeta ninguém. 
Não pretendo amealhar pedacinhos de vida de ninguém. 
Quero apenas a vida que já é minha, que o Senhor já me concedeu. 
Deixando eu de vivê-la, a ninguém tocará qualquer porção do que me resta viver. Nenhum pedacinho de minha vida será acrescido a qualquer outra vida. 
Por exígua que seja, enquanto através dela eu me perceber, eu a quero em mim.
Quero um viver simplesinho, quase imperceptível, de modo a não incomodar. 
Beber água doce tão aos pouquinhos que não diminua em nada o manancial do mundo; respirar o ar tão parcimoniosamente que bastem as roseiras de meu jardim para purificar e devolver á atmosfera o tanto que respirei; comer pouco e vagarosamente o que me toca. 
Quero ter vida apenas o suficiente para perceber o viver os sorrisos, as expressões das faces, as pessoas, as coisas. O mundo ao meu redor, os barulhos das gentes, das coisas, dos seres da natureza.
A vida é um conjunto imenso de sinais de vida.
Sorrisos, choros, vozes, tosses, espirros, suspiros, cantos de pássaros, barulhos caseiros como de um prato que cai e se parte em pedaços, de gente chegando da rua, de um cão que ladra, um gato que mia, uma criança chamando a mãe, uma porta que bate, uma música no rádio; alguém contando segredo sussurrando. 
Uma nesga de luz que entra numa fresta de janela. 
A vida é uma riqueza infinita de pormenores cuja energia nos é propiciada gratuitamente pelo universo através do sol.  Porém, para que se sinta a vida, nossa única certeza, é preciso ter vida dentro de si. 
Ainda que seja só um tantinho de vida. 
Uma sobrevivência lúcida. 
Um fulgor. 
Um brilho no olhar. Um restinho de capacidade de sentir a vida.
Desejo ainda continuar sentindo a bondade humana, o amor das pessoas que amo, o afeto que me cerca. 
Quero, no último lampejo de meu derradeiro olhar, na última lucidez de minha mente, perceber amor e complacência carinhosa de quem espero amor e ternura; das pessoas que eu amo.
No entanto;  
Quando não houver mais lucidez em mim; quando só artifícios humanos estiverem me mantendo, talvez a sobrevivência já não seja vida e, se for irreversível é porque a vida já me abandona,  a imensidão secreta e sombria da morte já se assenhora de mim e minha derradeira esperança estará na existência desse Criador Incriado: Deus!...
Então, como um grande ato de amor de todos nós, deixem que eu vá. 
Com as bênçãos de Deus.
Não havendo nenhuma lucidez, não há como anuir. 
Decidam por mim, com amor, todo amor e sem desespero.
Rilmar     -       03/3/2020