Outra sugestão que daria ao Francisco Hermano é que a igreja se empenhasse na salvação do planeta Terra
. Ainda que se façam mil reuniões entre os líderes das nações, visando um acordo e a definição do que seria bom para a preservação planeta; nada ficará decidido, nenhuma providência decisiva será tomada a tempo. A maioria dos líderes o são por tempo determinado, não existe uma sinceridade verdadeira de propósitos, a força de cada líder é relativa e não pode contrariar grandes interesses de cujos apoios dependem. Um gerenciamento que abrangesse todos os povos, todos os países; seria talvez a ONU mas, já vimos que a ONU não governa, o máximo que consegue é mediar. O Papa, mormente se conseguir apoio de outras religiões, pode atingir o mundo inteiro. A força do convencimento do indivíduo, da família, das comunidades está ao alcance da igreja, da fé, da orientação divina. Desambição, contenção do consumismo desenfreado e irracional, talvez tenha lógica o controle da natalidade?, diminuição da pobreza sem que o pobre queira se transformar em rico em ávido consumidor irrefreado. A igreja, mais que ninguém pode tentar convencer o ser humano a usufruir do planeta sem consumi-lo. Afinal, quando não houver mais planeta não existirá mais fortunas, coisas ajuntadas, glórias, riquezas e nem pobreza. Deus vai cobrar de quem produziu, de quem consumiu, de quem foi morno e não se posicionou, de quem deixando de ser pobre transformou-se imediatamente em consumidor voraz, querendo sempre mais. Irmão Francisco, constitua uma sábia equipe e construa um conjunto de idéias capazes de corrigir os nossos rumos. Conscientize, convença, vamos salvar o planeta!
terça-feira, 23 de julho de 2013
Sugestões ao Papa Francisco - Hermano
Fosse eu consultado para sugestões ao papa Hermano, eu lhe diria:
Pense em cada futuro padre como um astronauta que durante trinta a quarenta anos vai se expor a toda sorte de desafios, de tentações. Vai conviver com a monotonia, com a miséria humana, com assédios, com suas compulsões internas capazes de envolver a própria mente e fazer lógicos e aceitáveis os desejos e as tentações.Terá que resistir ao quase irresistível. Vai ter que ser exemplo. Vai ter inúmeras oportunidades para fraquejar. Filhos, filhas, esposas serão a ele confiados, confiarão nele por fé, carência, inocência, desespero... Podem, às vezes, estar totalmente expostos à sua inteireza de caráter, à sua capacidade de conhecer a si mesmo, de um auto controle imenso, longo e contínuo. O papel, a missão, são da maior importância. O demônio da solidão, da monotonia, dos hormônios compulsivos, dos neurotransmissores que conformam e conduzem a mente; o demônio tem uma arma quase indetectável, quase irresistível, chamada Natureza Humana. Caro Hermano Francisco I: Escolha pessoas com caráter equilíbrio e qualidades tais, que tenham chance de cumprir tal desiderato. A par disso, crie condições, facilite a vida de seus astronautas que por trinta a quarenta anos vão se expor a toda sorte de perigos e tentações nesse fragmento do cosmo de Deus. Que Deus dê-lhe: Luz, coragem, discernimento e colaboradores fiéis. há ± um minuto · Editado · Curtir (sugestão primeira)
Pense em cada futuro padre como um astronauta que durante trinta a quarenta anos vai se expor a toda sorte de desafios, de tentações. Vai conviver com a monotonia, com a miséria humana, com assédios, com suas compulsões internas capazes de envolver a própria mente e fazer lógicos e aceitáveis os desejos e as tentações.Terá que resistir ao quase irresistível. Vai ter que ser exemplo. Vai ter inúmeras oportunidades para fraquejar. Filhos, filhas, esposas serão a ele confiados, confiarão nele por fé, carência, inocência, desespero... Podem, às vezes, estar totalmente expostos à sua inteireza de caráter, à sua capacidade de conhecer a si mesmo, de um auto controle imenso, longo e contínuo. O papel, a missão, são da maior importância. O demônio da solidão, da monotonia, dos hormônios compulsivos, dos neurotransmissores que conformam e conduzem a mente; o demônio tem uma arma quase indetectável, quase irresistível, chamada Natureza Humana. Caro Hermano Francisco I: Escolha pessoas com caráter equilíbrio e qualidades tais, que tenham chance de cumprir tal desiderato. A par disso, crie condições, facilite a vida de seus astronautas que por trinta a quarenta anos vão se expor a toda sorte de perigos e tentações nesse fragmento do cosmo de Deus. Que Deus dê-lhe: Luz, coragem, discernimento e colaboradores fiéis. há ± um minuto · Editado · Curtir (sugestão primeira)
terça-feira, 9 de julho de 2013
Deus -Casa e Universo
-É de tirar o fôlego!
Sugere, a um só tempo, a grandeza de Deus que usa os elementos da natureza para criar momentos tão grandiosos , tão intensos, tão extasiantes; e a capacidade da criatura, o homem, de se maravilhar, de se espantar, de não conseguir tirar os olhos com medo de que o instante se desfaça. Aí vem alguém, com sensibilidade e capta a imagem que, mesmo não contendo a brisa, os odores, os sons, o tempo em si mesmo; nos oferece a oportunidade de ressentir nos olhos, no peito, na alma, o conjunto de emoções que o esplendor desta visão provoca. (foto de Beth Costa - Ipameri)
Sugere, a um só tempo, a grandeza de Deus que usa os elementos da natureza para criar momentos tão grandiosos , tão intensos, tão extasiantes; e a capacidade da criatura, o homem, de se maravilhar, de se espantar, de não conseguir tirar os olhos com medo de que o instante se desfaça. Aí vem alguém, com sensibilidade e capta a imagem que, mesmo não contendo a brisa, os odores, os sons, o tempo em si mesmo; nos oferece a oportunidade de ressentir nos olhos, no peito, na alma, o conjunto de emoções que o esplendor desta visão provoca. (foto de Beth Costa - Ipameri)
Ainda bem que conservaram você Estação Nova.
Quantas lembranças dos trens de carga e as carroças carreando sacos e mais sacos de cereais vindos nos grandes vagões, e as charretes trazendo gente que ia viajar e disputando os que chegavam no Trem de Passageiros, com suas grandes malas e o cansaço da viagem. Da maria fumaça chegando badalando um sino, apitando alto, e fazendo barulho de mil panelas de pressão.
Pilhas de lenha na beira dos trilhos e a grande caixa d'água onde o trem se abastecia. Tempos depois já era a máquina a diesel mas ainda a vapor. Depois o progresso trouxe a locomotiva de motor a diesel. Mas continuava sendo o trem que chegando movimentava a cidade. Trem de passageiros, sempre cheio de novidades, de moças bonitas, de senhoras elegantes, de gente simples, de pessoas que desciam e ficavam; de outros que seguiam viagem; de pessoas que embarcavam e iam em direção a Goiânia ou a Araguari e de lá seguiriam mundo afora. Ficar ali olhando o movimento, as novidades já era uma coisa agradável, divertida, boa. Um dia eu também parti e, depois de algumas voltas, aconteceu de eu voltar por outros caminhos e quando tornei a procurá-la, Estação Nova, só você jazia onde eu a deixei.. O Trem, as gentes, o burburinho das pessoas chegando e partindo, dando boas vindas ou se despedindo: tudo tinha partido, tudo se despedaçara nas mudanças impiedosas, nos planejamentos sem alma. Alguém se sensibilizou, esforços aglutinados conservaram, ao menos, você. Aí está você com seu amarelo ocre, seus detalhes brancos , seu telhado de um marrom avermelhado de planos inclinados e a pujante inscrição IPAMERI. - Um século de histórias, de lembranças de alegrias e saudades.
Pilhas de lenha na beira dos trilhos e a grande caixa d'água onde o trem se abastecia. Tempos depois já era a máquina a diesel mas ainda a vapor. Depois o progresso trouxe a locomotiva de motor a diesel. Mas continuava sendo o trem que chegando movimentava a cidade. Trem de passageiros, sempre cheio de novidades, de moças bonitas, de senhoras elegantes, de gente simples, de pessoas que desciam e ficavam; de outros que seguiam viagem; de pessoas que embarcavam e iam em direção a Goiânia ou a Araguari e de lá seguiriam mundo afora. Ficar ali olhando o movimento, as novidades já era uma coisa agradável, divertida, boa. Um dia eu também parti e, depois de algumas voltas, aconteceu de eu voltar por outros caminhos e quando tornei a procurá-la, Estação Nova, só você jazia onde eu a deixei.. O Trem, as gentes, o burburinho das pessoas chegando e partindo, dando boas vindas ou se despedindo: tudo tinha partido, tudo se despedaçara nas mudanças impiedosas, nos planejamentos sem alma. Alguém se sensibilizou, esforços aglutinados conservaram, ao menos, você. Aí está você com seu amarelo ocre, seus detalhes brancos , seu telhado de um marrom avermelhado de planos inclinados e a pujante inscrição IPAMERI. - Um século de histórias, de lembranças de alegrias e saudades.
Umuarama
Grato à Beth pelo destaque dado ao meu nome, à solidária manifestação da Terreze e à oportunidade de expressar e trocar impressões com todos.
Cada um há de perceber que o que relatamos foi o nosso modo de ver e vivenciar, cada um a seu tempo, a seu modo e conforme sua experiência
. A agência Ford, com sua imponência e seu conteúdo político e econômico, cujo telefone 111 servia para a turma tentar dar trotes relacionando o telefone com a música de Luiz Gonzaga cujo refrão era " Carolina, hum,hum,hum..."; era motivo de orgulho para nós ipamerinos, mormente os correligionários da UDN (Ipameri se dividia em UDN e PSD e a Chevrolet do Firmo Ribeiro tinha mais cara de PSD enquanto que a Ford seria da UDN). As lembranças são muito apegadas ao emocional e meu emocional está mais ligado ao Umuarama onde eu trabalhava. Havia sono mais havia prazer naquele trabalho onde eu tinha a companhia de meu Pai e seu Olinto que tomavam conta do bar e seu Gil que era o garçon. Eu tinha então 14 anos e era tratado pelos companheiros como adulto. Seu Olinto tinha toda uma técnica para fazer um café saboroso e não se cansava de ensinar que o café não era fervido era sim, escaldado e mostrava como é que se fazia. As vivências de bastidores não seriam possíveis se eu estivesse festando no salão. Toda vivência enriquece a vida e nos prepara para entender e lutar.
Cada um há de perceber que o que relatamos foi o nosso modo de ver e vivenciar, cada um a seu tempo, a seu modo e conforme sua experiência
. A agência Ford, com sua imponência e seu conteúdo político e econômico, cujo telefone 111 servia para a turma tentar dar trotes relacionando o telefone com a música de Luiz Gonzaga cujo refrão era " Carolina, hum,hum,hum..."; era motivo de orgulho para nós ipamerinos, mormente os correligionários da UDN (Ipameri se dividia em UDN e PSD e a Chevrolet do Firmo Ribeiro tinha mais cara de PSD enquanto que a Ford seria da UDN). As lembranças são muito apegadas ao emocional e meu emocional está mais ligado ao Umuarama onde eu trabalhava. Havia sono mais havia prazer naquele trabalho onde eu tinha a companhia de meu Pai e seu Olinto que tomavam conta do bar e seu Gil que era o garçon. Eu tinha então 14 anos e era tratado pelos companheiros como adulto. Seu Olinto tinha toda uma técnica para fazer um café saboroso e não se cansava de ensinar que o café não era fervido era sim, escaldado e mostrava como é que se fazia. As vivências de bastidores não seriam possíveis se eu estivesse festando no salão. Toda vivência enriquece a vida e nos prepara para entender e lutar.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
O Pesadelo de uma Mosca
Sua origem, muito mais que humílima, tem que, a bem da verdade e com toda a força da expressão, ser considerada desprezível.
Nascida nas mais infectas condições, cercada desde o nascimento por toda variedade de vírus, bactérias, fungos e outros micróbios que habitam as podridões.

Alimentando-se de dejetos; contorcendo-se entre fétidas excreções que putrefazem à sua volta; respirando os gases venenosos que evolam-se dos produtos metabolizados por toda a fauna e flora que com ela habitam a nauseante lama.
Munida de vasto arsenal de enzimas, imune aos microorganismos que a cercam, obstinadamente disposta a sobreviver, almejando, mais que tudo, um dia erguer-se e escapar do pútrido meio em que jaz imersa.
Eis aí o que faz com que resista, cresça, acumule energias, amadureça para depois; de metamorfose em metamorfose, fazer-se díptero e ganhar o espaço, voejar leve, ágil, rápida e livre, respirar o ar puro das alturas, os aromas das cozinhas de todas as categorias, os odores do todas as flores.
Já foi larva e era chamada coró, já foi casulo e era chamada pupa. Hoje é apenas mosca caseira ou mosquito, companheira inseparável do homem. Tão inseparável quanto a barata ou o cão.
Pousada no teto branco, entre numerosos pontinhos escuros deixados por companheiros seus, ou por ela mesma em noites anteriores, olhou o mundo lá fora e sentiu enorme desejo de voar naquele largo espaço que vislumbrava dali.
E, partiu!...
Primeiro, numa ágil manobra, corrigiu a posição; a seguir fez um giro pela sala, talvez para aquecimento; depois provou rapidamente uma migalha de fino bolo deixada sobre a mesa, em contínuo sobrevoou a mesa e tomou a direção da janela que lhe parecia o caminho do mundo. Mas, estranhamente, viu-se impedida por invisível e inexpugnável barreira.
A liberdade lá fora convidativa, obcecante, irresistível; a obstinada persistência geneticamente conferida a ela; tudo favorecendo a que passasse ou morresse tentando; tudo tornando impossível uma desistência.
Se o perigo maior fosse esse persistir teimoso e irracional, talvez o tempo a socorresse.
Mas não havia tempo quase nenhum!
Eis que postada num cantinho do parapeito, na junção do vidro com o suporte de ferro do vitral, uma aranha pega-mosca aguardava ansiosa, há horas, o seu alimento preferido...
Por incontáveis vezes atirou-se contra o vidro na ânsia de alcançar as luminosas distâncias desdobradas à sua frente; forças, energias sem conta gastou tentando, ao impulso das asas, transpor o obstáculo transparente que inexistia para sua percepção visual, mas era perfeitamente concreto para seu tato e para impedir sua passagem.
Percebendo serem inúteis suas tentativas repetidas, já algo claudicante, de ânimo um pouco abatido, pôs-se a caminhar pela lisa superfície a procura de uma falha, uma rachadura, um buraco, um ponto qualquer em que a barreira invisível realmente inexistisse e o deixasse passar.
Devo dizer aos que estão torcendo pela a mosca, que rachaduras, buracos ou uma fresta no vitral, não existiam. O vidro era novo e, o vitral fixo destinava-se tão somente à entrada de luz. Aos que aceitam a fatalidade; aos que acham natural o entredevorar-se dos animais; aos que não simpatizam com moscas, nem mesmo com essa lutadora que vindo das mais ínfimas condições galgou as alturas, freqüentou requintados ambientes, conviveu com a fina flor da espécie humana. A estes devo dizer que as chances da aranha eram quase totais. A demora para a consumação do inevitável devia-se, tão somente, ao fato de a superfície ser muito lisa e perpendicular à horizontal, e à aranha encontrar-se, provavelmente, repleta de ovos e, assim, pesada e fora de sua melhor condição atlética.
Inteiramente seduzida pela paisagem lá fora, a mosca ia e vinha, caminhava em círculos e passava cada vez mais perto da pega-moscas, a qual, ansiosa porém confiante, desejosa mas paciente; concentrava-se, afiava as garras, insalivava antegozando o petisco. Encolhia-se mais calculando o pulo a cada momento em que a mosca passava mais perto.
Imaginariamente talvez houvesse determinado uma linha que, se atingida ou ultrapassada pelo díptero, decretaria sua morte pelo pulo infalível, pela insuportável compressão das tenazes e pelo rápido torpor que infiltrações precisas e repetidas de seu ferrão lhe trariam.
Com o passar do tempo o sol se fez mais claro, o céu mais azul, a natureza ganhou, em luzes e cores, um maior poder de atração.
Inconformada com a idéia de estar presa, desesperada pela incontrolável vontade de seguir, de transpor, de ir em frente; a mosca acelerava o andar, ampliava os círculos... Ampliava os círculos; cada vez mais próxima... Cada vez mais próxima... Até passar tão perto e a aranha prontamente atacar.
A velocidade, tão somente a velocidade com que fazia as circunvoluções impediu que fosse trucidada de imediato. Teve apenas uma perna presa pelas quelíceras impiedosas da aranha e, esticando-se toda, agitando vigorosamente as asas, conseguiu manter-se fora do alcance das agulhadas fatais do ferrão.
Batalha sem esperança, luta sem chances, resistir que só tem como prêmio um curto prolongar da vida.
Mas, lutou!
Lutou brava e desesperadamente até que...
Tissii... Tissiii... Uma nuvem paralisante os envolveu.
Deu-se a intervenção do homem.
Uma tontura, um escurecer de vista, descontrole de músculos, enrijecer de asas, afrouxar de quelíceras.
Houve um nada para ambos. Nada que durou, quem sabe, trinta a sessenta minutos, antes de um recobrar lento de consciência.
Consciência que voltou acompanhada de terrível mal-estar, de dores e que atingiu sua plenitude antes que os músculos recobrassem os movimentos e fossem capazes de executar-lhe os comandos.
Conscientes, mas imóveis, mosca e aranha estavam frente a frente postas no piso onde caíram após o tissii do jato repelente de insetos.
Ambas querendo fugir, temerosas e certas, cada uma, de que o mergulho no nada fora obra da outra.
Ambas paralisadas e esquecidas dos desejos anteriores.
Por algum tempo, uma eternidade para a mosca que era a presa, ainda permaneceram naquele flerte paralítico e indesejável para ambas, naquela proximidade irresistível para a aranha e insuportável para a mosca.
Quem primeiro se recompôs foi a aranha que sem incomodar a mosca, tratou de sair mansinha, trôpega ainda e arranjar um canto escuro para ficar acabando de se recompor e fazendo juras de tornar-se vegetariana.
A mosca, ao sentir-se melhor, andou de um lado para o outro durante um certo tempo, depois experimentou as asas, zumbiu, ensaiou vôos curtos e, ao sentir se capaz, galgou o espaço e seguindo uma corrente de ar cruzou a porta e alcançou uma janela aberta por onde ganhou o mundo, deixando para trás aquele pesadelo.
(11/9/82) - Rilmar
[Via BBA]
Nascida nas mais infectas condições, cercada desde o nascimento por toda variedade de vírus, bactérias, fungos e outros micróbios que habitam as podridões.

Alimentando-se de dejetos; contorcendo-se entre fétidas excreções que putrefazem à sua volta; respirando os gases venenosos que evolam-se dos produtos metabolizados por toda a fauna e flora que com ela habitam a nauseante lama.
Munida de vasto arsenal de enzimas, imune aos microorganismos que a cercam, obstinadamente disposta a sobreviver, almejando, mais que tudo, um dia erguer-se e escapar do pútrido meio em que jaz imersa.
Eis aí o que faz com que resista, cresça, acumule energias, amadureça para depois; de metamorfose em metamorfose, fazer-se díptero e ganhar o espaço, voejar leve, ágil, rápida e livre, respirar o ar puro das alturas, os aromas das cozinhas de todas as categorias, os odores do todas as flores.
Já foi larva e era chamada coró, já foi casulo e era chamada pupa. Hoje é apenas mosca caseira ou mosquito, companheira inseparável do homem. Tão inseparável quanto a barata ou o cão.
Pousada no teto branco, entre numerosos pontinhos escuros deixados por companheiros seus, ou por ela mesma em noites anteriores, olhou o mundo lá fora e sentiu enorme desejo de voar naquele largo espaço que vislumbrava dali.
E, partiu!...
Primeiro, numa ágil manobra, corrigiu a posição; a seguir fez um giro pela sala, talvez para aquecimento; depois provou rapidamente uma migalha de fino bolo deixada sobre a mesa, em contínuo sobrevoou a mesa e tomou a direção da janela que lhe parecia o caminho do mundo. Mas, estranhamente, viu-se impedida por invisível e inexpugnável barreira.
A liberdade lá fora convidativa, obcecante, irresistível; a obstinada persistência geneticamente conferida a ela; tudo favorecendo a que passasse ou morresse tentando; tudo tornando impossível uma desistência.
Se o perigo maior fosse esse persistir teimoso e irracional, talvez o tempo a socorresse.
Mas não havia tempo quase nenhum!
Eis que postada num cantinho do parapeito, na junção do vidro com o suporte de ferro do vitral, uma aranha pega-mosca aguardava ansiosa, há horas, o seu alimento preferido...
Por incontáveis vezes atirou-se contra o vidro na ânsia de alcançar as luminosas distâncias desdobradas à sua frente; forças, energias sem conta gastou tentando, ao impulso das asas, transpor o obstáculo transparente que inexistia para sua percepção visual, mas era perfeitamente concreto para seu tato e para impedir sua passagem.
Percebendo serem inúteis suas tentativas repetidas, já algo claudicante, de ânimo um pouco abatido, pôs-se a caminhar pela lisa superfície a procura de uma falha, uma rachadura, um buraco, um ponto qualquer em que a barreira invisível realmente inexistisse e o deixasse passar.
Devo dizer aos que estão torcendo pela a mosca, que rachaduras, buracos ou uma fresta no vitral, não existiam. O vidro era novo e, o vitral fixo destinava-se tão somente à entrada de luz. Aos que aceitam a fatalidade; aos que acham natural o entredevorar-se dos animais; aos que não simpatizam com moscas, nem mesmo com essa lutadora que vindo das mais ínfimas condições galgou as alturas, freqüentou requintados ambientes, conviveu com a fina flor da espécie humana. A estes devo dizer que as chances da aranha eram quase totais. A demora para a consumação do inevitável devia-se, tão somente, ao fato de a superfície ser muito lisa e perpendicular à horizontal, e à aranha encontrar-se, provavelmente, repleta de ovos e, assim, pesada e fora de sua melhor condição atlética.
Inteiramente seduzida pela paisagem lá fora, a mosca ia e vinha, caminhava em círculos e passava cada vez mais perto da pega-moscas, a qual, ansiosa porém confiante, desejosa mas paciente; concentrava-se, afiava as garras, insalivava antegozando o petisco. Encolhia-se mais calculando o pulo a cada momento em que a mosca passava mais perto.
Imaginariamente talvez houvesse determinado uma linha que, se atingida ou ultrapassada pelo díptero, decretaria sua morte pelo pulo infalível, pela insuportável compressão das tenazes e pelo rápido torpor que infiltrações precisas e repetidas de seu ferrão lhe trariam.
Com o passar do tempo o sol se fez mais claro, o céu mais azul, a natureza ganhou, em luzes e cores, um maior poder de atração.
Inconformada com a idéia de estar presa, desesperada pela incontrolável vontade de seguir, de transpor, de ir em frente; a mosca acelerava o andar, ampliava os círculos... Ampliava os círculos; cada vez mais próxima... Cada vez mais próxima... Até passar tão perto e a aranha prontamente atacar.
A velocidade, tão somente a velocidade com que fazia as circunvoluções impediu que fosse trucidada de imediato. Teve apenas uma perna presa pelas quelíceras impiedosas da aranha e, esticando-se toda, agitando vigorosamente as asas, conseguiu manter-se fora do alcance das agulhadas fatais do ferrão.
Batalha sem esperança, luta sem chances, resistir que só tem como prêmio um curto prolongar da vida.
Mas, lutou!
Lutou brava e desesperadamente até que...
Tissii... Tissiii... Uma nuvem paralisante os envolveu.
Deu-se a intervenção do homem.
Uma tontura, um escurecer de vista, descontrole de músculos, enrijecer de asas, afrouxar de quelíceras.
Houve um nada para ambos. Nada que durou, quem sabe, trinta a sessenta minutos, antes de um recobrar lento de consciência.
Consciência que voltou acompanhada de terrível mal-estar, de dores e que atingiu sua plenitude antes que os músculos recobrassem os movimentos e fossem capazes de executar-lhe os comandos.
Conscientes, mas imóveis, mosca e aranha estavam frente a frente postas no piso onde caíram após o tissii do jato repelente de insetos.
Ambas querendo fugir, temerosas e certas, cada uma, de que o mergulho no nada fora obra da outra.
Ambas paralisadas e esquecidas dos desejos anteriores.
Por algum tempo, uma eternidade para a mosca que era a presa, ainda permaneceram naquele flerte paralítico e indesejável para ambas, naquela proximidade irresistível para a aranha e insuportável para a mosca.
Quem primeiro se recompôs foi a aranha que sem incomodar a mosca, tratou de sair mansinha, trôpega ainda e arranjar um canto escuro para ficar acabando de se recompor e fazendo juras de tornar-se vegetariana.
A mosca, ao sentir-se melhor, andou de um lado para o outro durante um certo tempo, depois experimentou as asas, zumbiu, ensaiou vôos curtos e, ao sentir se capaz, galgou o espaço e seguindo uma corrente de ar cruzou a porta e alcançou uma janela aberta por onde ganhou o mundo, deixando para trás aquele pesadelo.
(11/9/82) - Rilmar
[Via BBA]
domingo, 23 de outubro de 2011
Voltaria sempre a ser Médico
Se um dia eu voltar ao mundo em novos renasceres, eu quero voltar a ser médico.
Ainda que, de antemão eu já saiba que vou debruçar sobre livros e mais livros, aplicar e aguçar cada neurônio para no final saber apenas um pouco do muito que precisaria.

Mesmo sabendo que só fortuitamente por méritos ou, às vezes, inatingíveis caminhos, trabalharei em um grande serviço, em requintado hospital; o certo é que, no mais das vezes, vou estar em rincões afastados e sem recursos, em periferias esquecidas, desprovidas e perigosas.
Quase sempre só.
Tendo plena noção dos grandes apertos, das tensões, dos meus conflitos internos, das decisões solitárias tomadas às vezes sonolento, exausto, com medo, exigido acima do que se tem para dar; ora, na madrugada chuvosa, ora nas tardes quentes e sem fim, diante de filas intermináveis, diante de um doente que não melhora, frente a um mal que não consigo decifrar e que vai roubando, ali na minha frente, uma vida que se esvaindo me consome também, me humilha me reduz à minha pequenez.

Quero voltar a ser médico. Médico de corpo, de almas, de pessoas.
Tecnológico até onde meu cérebro e as condições que a vida me permitirem; humano mesmo quando a raiva estiver em mim, quando a depressão me reduzir, a solidão me assustar, o contexto de uma situação exigir muito mais do que tenho para oferecer. Humano, mais com o sofrimento do outro, que é o que importa, que com o meu. O meu eu posso suportar, rastrear, diagnosticar e descobrir o porquê de sua existência e então resolvê-lo ou suportá-lo. O do outro é minha missão auscultá-lo, minorá-lo, torná-lo suportável, solucioná-lo e, se possível, curá-lo, extirpá-lo.
Mesmo sabendo que me esperam longos, incontáveis e intermináveis plantões. Plantões dos quais eu saia direto para outro plantão ou para o consultório, contando nos dedos a sempre estreita relação entre o ganho e as despesas que me esperam lá fora, sonhando com uma tarde de folga junto à família que passa pela vida, esposa e filhos, sem minha presença; acostumados já ao não convívio; ora com mágoa, ora com amor, ou com indiferença pela constância da situação.
Plantões, às vezes terríveis! Onde se passa do sono profundo e inquieto da exaustão, a um despertar repentino sacudido pela mão do colega, da enfermagem ou pelo toque enervante do telefone à beira do leito que está ali como se fosse uma bomba relógio à espreita, prestes a tilintar e mudar completamente a nossa noite. Plantões que nos levam à fraqueza de orar para que chova e contenha as pessoas em seus lares e, assim, amenize nossas noites. Plantões de rezas inúteis pois as tempestades lançam raios, adiantam os trabalhos de parto, causam inundações, provocam medo e tudo leva as pessoas ao pronto socorro. As mesmas tempestades interrompem o fornecimento de energia às casas e ao hospital e, então, temos além de pacientes assustados, da gestante aos gritos, dos traumatizados; as dificuldades de trabalhar à luz de velas e sem os recursos de aparelhos elétricos.
O que realmente vale nos plantões é orar para que nossas capacidades aflorem no momento preciso, nossas decisões se dêem, o ânimo nos tome, haja um bom relacionamento na equipe e entre a equipe, o paciente e os familiares e que, finalmente todas as ações, energia, emoção se conjuguem na busca do êxito em tempo hábil.
Vale ainda pensar que o insucesso faz parte das probabilidades e que, caso ocorra, tem que ficar claro, principalmente para a equipe que: naquele lugar, naquela hora, e com os recursos humanos e materiais ali existentes não se poderia fazer mais.
Ainda assim o plantão fica péssimo e será sempre lembrado e re-analisado, incontáveis vezes na cabeça do médico, na busca de alguma falha ou de coisa diferente que pudesse ter sido feita.
Quero ainda ser médico mesmo sabendo que pequenas falhas contam mais que grandes êxitos. Podemos sair exultantes de uma cirurgia de urgência na madrugada e sermos derrotados, a seguir, por um caroço de laranja que não consigamos retirar da narina de uma criança que chora a plenos pulmões e é levada pela mãe que se retira revoltada e gritando nossa incompetência ao mundo além de nos acusar de grosseiros por tentarmos imobilizar seu pequeno filho ao embrulhá-lo com um lençol para que pudéssemos ter acesso ao bendito caroço de laranja colocado na narina pela própria criança. Fica péssima a noite para a mãe que só na manhã seguinte vai conseguir se livrar do desconforto do filho, fica arruinado o plantão com aquela sensação de inutilidade que se abate sobre nós.
Morrer de estudar mormente quando o vestibular já assoma no horizonte há mais ou menos três anos de nós, estudar todas as noites e correr atrás da prática nos hospitais e pronto socorros quando, dentro da faculdade, descobrimos que o saber é esparso, não está contido na salas de aulas somente, nem nos livros; não vem até nós. É preciso ler, e os livros não estão em nossas mãos, temos que encontrá-los. Agarrá-los e devorá-los atentos e com tempo marcado. As aulas têm que ser hauridas com olhos arregalados, mentes atentas, concentração intensa apesar de muitas vezes estarmos exauridos em nossa capacidade de atenção.
A prática ocorre de todas as formas mas é fortuita, ocasional, inconstante, incompleta e assim, exige uma presença constante do aprendiz nos locais onde se aprende. Uma noite inteira em um pronto socorro pode trazer pouco ensinamento ou ser repleta de casos que um bom profissional pode ir resolvendo e nos ensinando ou resolvendo sem ensinar, ou não ser um bom profissional e conduzir as soluções de forma inadequada, e assim passar um conceito errado ao que aprende e que poderá levar isso para a vida.
Renascido, revigorado, melhorado; consciente de que minhas forças, meu vigor físico e intelectual, toda minha capacidade de estudar e aprender serão direcionados ao objetivo de me tornar médico integral de doentes, de feridos, dos mentalmente perturbados, dos emocionalmente fragilizados, de homens e de almas.
Combatendo minhas vaidades, o orgulho inútil, minhas arrogâncias, minhas fraquezas, meu medo e outras mazelas que não deixaram que fosse melhor que sou...
Voltando a este mundo num renascimento que dizem haver... Cabendo a mim escolher... Voltaria a ser médico e, havendo horas vagas, também poeta e escritor.
Rilmar 20.10.2011
Ainda que, de antemão eu já saiba que vou debruçar sobre livros e mais livros, aplicar e aguçar cada neurônio para no final saber apenas um pouco do muito que precisaria.

Mesmo sabendo que só fortuitamente por méritos ou, às vezes, inatingíveis caminhos, trabalharei em um grande serviço, em requintado hospital; o certo é que, no mais das vezes, vou estar em rincões afastados e sem recursos, em periferias esquecidas, desprovidas e perigosas.
Quase sempre só.
Tendo plena noção dos grandes apertos, das tensões, dos meus conflitos internos, das decisões solitárias tomadas às vezes sonolento, exausto, com medo, exigido acima do que se tem para dar; ora, na madrugada chuvosa, ora nas tardes quentes e sem fim, diante de filas intermináveis, diante de um doente que não melhora, frente a um mal que não consigo decifrar e que vai roubando, ali na minha frente, uma vida que se esvaindo me consome também, me humilha me reduz à minha pequenez.

Quero voltar a ser médico. Médico de corpo, de almas, de pessoas.
Tecnológico até onde meu cérebro e as condições que a vida me permitirem; humano mesmo quando a raiva estiver em mim, quando a depressão me reduzir, a solidão me assustar, o contexto de uma situação exigir muito mais do que tenho para oferecer. Humano, mais com o sofrimento do outro, que é o que importa, que com o meu. O meu eu posso suportar, rastrear, diagnosticar e descobrir o porquê de sua existência e então resolvê-lo ou suportá-lo. O do outro é minha missão auscultá-lo, minorá-lo, torná-lo suportável, solucioná-lo e, se possível, curá-lo, extirpá-lo.
Mesmo sabendo que me esperam longos, incontáveis e intermináveis plantões. Plantões dos quais eu saia direto para outro plantão ou para o consultório, contando nos dedos a sempre estreita relação entre o ganho e as despesas que me esperam lá fora, sonhando com uma tarde de folga junto à família que passa pela vida, esposa e filhos, sem minha presença; acostumados já ao não convívio; ora com mágoa, ora com amor, ou com indiferença pela constância da situação.
Plantões, às vezes terríveis! Onde se passa do sono profundo e inquieto da exaustão, a um despertar repentino sacudido pela mão do colega, da enfermagem ou pelo toque enervante do telefone à beira do leito que está ali como se fosse uma bomba relógio à espreita, prestes a tilintar e mudar completamente a nossa noite. Plantões que nos levam à fraqueza de orar para que chova e contenha as pessoas em seus lares e, assim, amenize nossas noites. Plantões de rezas inúteis pois as tempestades lançam raios, adiantam os trabalhos de parto, causam inundações, provocam medo e tudo leva as pessoas ao pronto socorro. As mesmas tempestades interrompem o fornecimento de energia às casas e ao hospital e, então, temos além de pacientes assustados, da gestante aos gritos, dos traumatizados; as dificuldades de trabalhar à luz de velas e sem os recursos de aparelhos elétricos.
O que realmente vale nos plantões é orar para que nossas capacidades aflorem no momento preciso, nossas decisões se dêem, o ânimo nos tome, haja um bom relacionamento na equipe e entre a equipe, o paciente e os familiares e que, finalmente todas as ações, energia, emoção se conjuguem na busca do êxito em tempo hábil.
Vale ainda pensar que o insucesso faz parte das probabilidades e que, caso ocorra, tem que ficar claro, principalmente para a equipe que: naquele lugar, naquela hora, e com os recursos humanos e materiais ali existentes não se poderia fazer mais.
Ainda assim o plantão fica péssimo e será sempre lembrado e re-analisado, incontáveis vezes na cabeça do médico, na busca de alguma falha ou de coisa diferente que pudesse ter sido feita.
Quero ainda ser médico mesmo sabendo que pequenas falhas contam mais que grandes êxitos. Podemos sair exultantes de uma cirurgia de urgência na madrugada e sermos derrotados, a seguir, por um caroço de laranja que não consigamos retirar da narina de uma criança que chora a plenos pulmões e é levada pela mãe que se retira revoltada e gritando nossa incompetência ao mundo além de nos acusar de grosseiros por tentarmos imobilizar seu pequeno filho ao embrulhá-lo com um lençol para que pudéssemos ter acesso ao bendito caroço de laranja colocado na narina pela própria criança. Fica péssima a noite para a mãe que só na manhã seguinte vai conseguir se livrar do desconforto do filho, fica arruinado o plantão com aquela sensação de inutilidade que se abate sobre nós.
Morrer de estudar mormente quando o vestibular já assoma no horizonte há mais ou menos três anos de nós, estudar todas as noites e correr atrás da prática nos hospitais e pronto socorros quando, dentro da faculdade, descobrimos que o saber é esparso, não está contido na salas de aulas somente, nem nos livros; não vem até nós. É preciso ler, e os livros não estão em nossas mãos, temos que encontrá-los. Agarrá-los e devorá-los atentos e com tempo marcado. As aulas têm que ser hauridas com olhos arregalados, mentes atentas, concentração intensa apesar de muitas vezes estarmos exauridos em nossa capacidade de atenção.
A prática ocorre de todas as formas mas é fortuita, ocasional, inconstante, incompleta e assim, exige uma presença constante do aprendiz nos locais onde se aprende. Uma noite inteira em um pronto socorro pode trazer pouco ensinamento ou ser repleta de casos que um bom profissional pode ir resolvendo e nos ensinando ou resolvendo sem ensinar, ou não ser um bom profissional e conduzir as soluções de forma inadequada, e assim passar um conceito errado ao que aprende e que poderá levar isso para a vida.
Renascido, revigorado, melhorado; consciente de que minhas forças, meu vigor físico e intelectual, toda minha capacidade de estudar e aprender serão direcionados ao objetivo de me tornar médico integral de doentes, de feridos, dos mentalmente perturbados, dos emocionalmente fragilizados, de homens e de almas.
Combatendo minhas vaidades, o orgulho inútil, minhas arrogâncias, minhas fraquezas, meu medo e outras mazelas que não deixaram que fosse melhor que sou...
Voltando a este mundo num renascimento que dizem haver... Cabendo a mim escolher... Voltaria a ser médico e, havendo horas vagas, também poeta e escritor.
Rilmar 20.10.2011
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